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22 Feb 2021

O ensino híbrido é MUITO mais complexo do que o remoto emergencial

Autora Convidada: Betina Von Staa
O ensino híbrido é MUITO mais complexo do que o remoto emergencial
Foto de Julia M Cameron no Pexels

Com o retorno parcial dos alunos às escolas, e sabendo-se que fechamentos parciais ou completos dos estabelecimentos de ensino continuarão sendo a regra este ano, as escolas foram obrigadas a desenvolver algum modelo de ensino híbrido, que mescla encontros presenciais e aprendizagem mediada por tecnologia. Essa tarefa não está sendo nada fácil.

A adesão ao ensino remoto emergencial foi uma surpresa com a qual as escolas tiveram que lidar muito rapidamente, e, aparentemente, deu-se um jeito: os professores aprenderam a usar as tecnologias de transmissão de aulas e o cronograma seguiu. É claro que houveram escolas que experimentaram formas diferentes de se organizar ao longo de 2020. Em geral, baseadas na prática que já tinham com a inserção de tecnologia no cotidiano escolar, que pode ir muito além da transmissão de aulas expositivas, com revisão de estratégias pedagógicas e de avaliação.

O ensino híbrido, por sua vez, está se revelando muito mais desafiador para todos, e não será resolvido com um treinamento de manuseio de alguma tecnologia. Independentemente da definição de híbrido que cada escola adotou, estamos observando dificuldades enormes:

Se a escola optou por transmitir as aulas presenciais para os alunos remotos, rapidamente descobriu que os professores precisam de habilidades de interação simultânea com grupos presenciais e remotos, que o microfone comum não é suficiente para levar a experiência da sala de aula para a casa dos alunos, que filmar a lousa não é tão simples, e que talvez se precise de outros recursos tecnológicos para os alunos poderem acompanhar as explanações gráficas dos professores. E como promover trabalhos colaborativos desta maneira? Como avaliar? Como acompanhar a presença de todos e registrar?

Se a escola optou por mesclar atividades síncronas e assíncronas, que sempre foi a recomendação para o ensino híbrido mesmo antes da pandemia, as perguntas novamente são: como organizar os alunos, que atividades são mais relevantes para eles realizarem no seu ritmo? Onde estão os recursos digitais para apoiar o professor? Quem prepara as atividades remotas? Quem é responsável pelo planejamento único? Como valorizar o tempo presencial ao máximo? Como manter todos os alunos engajados? Como dar atenção especial aos que mais precisam? Como garantir a acessibilidade?

Essas perguntas deveriam fazer parte de qualquer processo de ensino e aprendizagem, mas elas nos tiram da rotina, dos métodos estabelecidos, dos hábitos ou da assim chamada Zona de Conforto. Assim como ocorreu com a fase do remoto emergencial, existem escolas que já estão lidando com essas questões mesmo antes da pandemia, que colocarão a sua experiência à prova nesses tempos complexos e que seguirão buscando novas possibilidades de trabalho quando a frequência dos alunos às escolas se regularizar. O que essas escolas fazem é inovação.

O Ensino híbrido é, por definição, inovador: É preciso ter clareza dos objetivos de aprendizagem dos alunos, dos desafios que se tem para resolver, e das possibilidades tecnológicas que estão a disposição de toda a comunidade escolar. A partir disso, são encontradas soluções que mesclam encontros presenciais e tecnológicos, sempre tendo em mente que o planejamento é um só, e que as atividades presenciais são tão importantes quanto as mediadas por tecnologia – e que os professores têm de acompanhar o progresso dos alunos em todas as modalidades simultaneamente.

Não é simples. Mas pode gerar resultados surpreendentes e muito superiores às abordagens às quais cada escola já estava acostumada.

Inovar é algo que um gestor ou um professor não conseguem realizar sozinhos: é importante trabalhar colaborativamente, desenvolver o olhar para compreender os desafios da sua comunidade da maneira mais ampla possível, conhecer soluções que funcionaram em outros contextos e criar as soluções para o próprio contexto. É preciso se inspirar nos outros, mas não é possível replicar. É necessário experimentar e estar disposto a errar e corrigir os erros.

As escolas que inovarem e criarem suas próprias versões de ensino híbrido certamente sairão mais fortes desse momento difícil pelo qual estamos todos passando.

Para obter inspiração, vale a pena criar grupos de trocas de experiências, com professores de diferentes níveis, diferentes áreas, diferentes escolas ou até diferentes países. Pesquisar é essencial – tanto com relação a conceitos teóricos quanto troca de experiências práticas! Busque nas suas redes sociais os grupos mais inspiradores, crie os seus grupos. Leia, ouça colabore com seus pares sempre que puder. Deste modo, as ideias para superar as suas dificuldades virão e se tornarão cada vez mais refinadas e relevantes.

É exatamente para ajudar professores e gestores nesse momento difícil que me tornei Embaixadora da Comunidade Educação do Futuro – www.educacaodofuturo.com.br. Passe lá para ler, ouvir e contribuir! Visite, ali, os grupos TEO-Tecnologias Educacionais Online, Metodologias Ativas, Aprendizagem Imersiva, Aprendizagem Visível, Meditação, Gestão da Educação Básica, entre muitos outros.  Participar dessa troca certamente trará muitos frutos para desenvolver uma educação mais inovadora e voltada a resolver os desafios que teremos de enfrentar agora e no futuro, nos mais variados aspectos da educação formal e da formação continuada!

Para inovar é preciso muita troca de experiências. Junte-se a pessoas que podem te inspirar, e inspire-as também!

 

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