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14 Sep 2020

Volta às aulas presenciais e o Ensino Híbrido

Autora Convidada: Claudia Costin
Volta às aulas presenciais e o Ensino Híbrido

Depois de cerca de quase seis meses com as escolas fechadas, com certa melhora nos indicadores referentes à COVID 19, alguns estados e municípios começam a divulgar seus planos de retomada das aulas presenciais. Aos moldes dos países que voltaram ainda no primeiro semestre de 2020, todos eles preveem um escalonamento no retorno, começando com algumas séries, e com parcela dos alunos continuando em casa. Contemplam também a diminuição do tamanho de turmas para possibilitar o necessário distanciamento social, prevendo um rodízio de alunos que ficarão, assim, em casa alguns dias da semana enquanto outros terão aulas presenciais. Por conta disso, o processo de aprendizagem remota será mantido por algum tempo ainda, mesmo quando ocorrer o retorno.

Mas a pergunta que fica é: quando isso irá ocorrer?

A descoordenação entre autoridades sanitárias e políticas vem gerando grande insegurança entre pais de alunos e professores e certamente não ajuda o fato de que teremos dentro de pouco tempo eleições municipais, com os candidatos à reeleição temerosos de que algum erro de avaliação sobre o momento certo para voltar ou uma notícia falsa sobre consequências do retorno possa prejudicar seu projeto político.

Nesse contexto, todos saímos perdendo, mas mais do que nós, os próprios jovens alunos que, numa situação de profunda desigualdade educacional, veem suas chances de avançar por meio da educação irem por água abaixo.

A solução para o problema não é certamente fácil, pois há riscos enormes independente da opção escolhida: continuar em isolamento ou retomar às aulas presenciais. Sim, os riscos de transmissão ou mesmo de agravamento do quadro em crianças é muito baixo, segundo as pesquisas, mas há profissionais envolvidos que poderão se aglomerar nas escolas ou nos transportes públicos e serem, assim, contaminados. Por outro lado, a manutenção do afastamento dos bancos escolares trará grandes perdas não só de aprendizagem, mas de socialização para os alunos.

A resposta para esta situação deveria envolver uma atuação conjunta do MEC e do Ministério da Saúde, buscando coordenar o processo de retorno, em diálogo com epidemiologistas e com as entidades representativas dos secretários estaduais e municipais tanto de educação quanto de saúde. Na falta desta concertação, os gestores educacionais vêm fazendo pequenas reformas nas escolas para deixá-las preparadas para um incerto retorno, tanto no que se refere às condições sanitárias quanto para uma maior conectividade que possa apoiar a continuidade da aprendizagem remota, especialmente para aqueles que não lograram participar da primeira fase. Além disso, estão preparando os protocolos sanitários e pedagógicos.

Mas é justamente sobre os protocolos pedagógicos que precisamos falar. Os sanitários e a própria data do retorno deveriam ser de responsabilidade das autoridades de saúde.

O processo de ensino, na volta às aulas, deverá incorporar muito do que se aprendeu na fase de aprendizagem remota, inclusive sobre como utilizar a Internet para fins instrucionais. Isso, junto com o rodízio resultante da divisão das salas de aula para assegurar distanciamento social, irá nos colocar na rota da construção de um Ensino Híbrido.

Como tudo que resulta de um processo de aprender fazendo, o Ensino Híbrido não será perfeito, mas significará uma evolução importante em relação à forma predominante de ensino hoje. O futuro dirá!

 

 

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