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Novas tecnologias e a escola do século XXI

18 Oct 2017 by: Vera Cabral

Desde meados do século XX, todas as imagens sobre o futuro, o século XXI,  apontavam um grande desenvolvimento tecnológico, com computadores, robôs e carros voadores. De diversas formas, a ideia de desenvolvimento tecnológico estava muito associava-se  a formas e meios de transporte.  O clássico filme “Blade Runner”, assim como o desenho “Os Jetsons~ mostravam carros voadores.

Mas o desenvolvimento tecnológico seguiu outro curso. Para além da grande evolução na computação, a grande revolução ocorreu mesmo no campo das comunicações. Isso transformou, não apenas as relações produtivas, como até a relações sociais e o dia-a-dia de cada um de nós.

Como um paralelo à imagem dos carros voadores, chegou-se a pensar que a escola do futuro prescindiria de professores. Que a aprendizagem pudesse se dar a partir de uma relação direta, e exclusiva, entre aluno e computador. No nosso simplismo de pensarmos o futuro a partir do presente, chegamos a ter salas de aula com alunos enfileirados, cada um com um computador, ao invés de caderno.

Depois de muitas experiências, muitas pesquisas e debates, temos mais clareza sobre como essas transformações que vivenciamos impactam a educação e o ambiente escolar.

Hoje, sabemos que as novas tecnologias são capazes de mudar os processos de ensino e, especialmente, os resultados de aprendizagem. Que podemos personalizar estratégias, abordagens e trilhas de aprendizagem. Que podemos aprender com mobilidade, expandindo as fronteiras da escola e trazendo, para a sala de aula, outras realidades e desafios. Que mais do que conteúdos, os estudantes precisam ser preparados para uma vida de aprendizagens, num mundo em constante transformação. E assim por diante.

Mas e os professores? O que mudou para eles? Como tudo isso afeta a sua prática e a própria profissão?  Na verdade, na maior parte dos lugares e das escolas, muito pouco se fez para adequar a formação e a prática dos professores a essa nova realidade. Entre outros efeitos, isso acaba por tencionar e potencialmente ampliar os conflitos sobre o papel da escola no mundo de hoje. 

Num primeiro momento, que não durou pouco, a maioria das iniciativas de adoção de recursos de tecnologia e a transformação de aulas meramente expositivas em espaços de aprendizagem participativos, criativos, colaborativos e mais envolventes aos alunos foram de alguns poucos professores arrojados e visionários. Que muitas vezes foram contidos e desincentivados pela direção da escola e pelos próprios colegas.

Hoje em dia, tanto as escolas já compreendem a necessidade de transformação, como a sociedade, em particular, os pais,  já cobram delas um posicionamento diferente daquele de mera transmissão de conhecimento enciclopédico. O uso adequado de recursos de tecnologia e a interação dos alunos no processo de aprendizagem já são fatores de avaliação e de escolha da escola.

Para os professores, no entanto, a situação ainda não melhorou.  Se por uma lado eles são instados a mudar as suas práticas, muito poucas oportunidades de formação que embasem e viabilizem essa transformação lhes vem sendo propiciada. Persistem os canais e modelos tradicionais de formação.

Cabe chamar a atenção para o perfil do professor de hoje que,  em comum com o de tantos outros profissionais, tem a necessidade de constante atualização.  A formação inicial é apenas o primeiro passo, habilitador ao exercício da profissão.  Tanto a escola, como o professor individualmente, precisam estar constantemente trabalhando a formação continuada desses profissionais. E, da mesma forma como tratamos de personalização da aprendizagem, ensino híbrido,  entre outros, para a aprendizagem de alunos, isso vale também para a formação continuada do professor.

Ainda que se possa dizer que a universidade ainda não esteja pronta para formar o professor de que precisamos hoje, há grandes oportunidades de formação continuada que podem aperfeiçoar constantemente a sua prática e atuação profissional. Inúmeros recursos, plataformas e soluções, que podem ser adaptáveis às necessidades e projetos de cada escola, já estão disponíveis e têm exatamente esse foco. 

 

 

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